Um monge sem Fé


Todos os estavam meditando quando, subitamente, um dos monges abriu os olhos e disse: Chega.

Levantou-se sem seguir o protocolo e saiu pela porta em direção aos portões do templo.

Alguns monges se levantaram para saber o que aconteceu, mas o abade pediu para que ficassem.

- Ele perdeu algo e foi lá fora buscar- Disse o Abade do mosteiro.

Os monges não entenderam, mas deixaram aquele monge seguir em frente.

O monge saiu e como não tinha para onde ir, seguiu em frente com o seu espirito perturbado.

Muitas perguntas surgiam ao mesmo tempo em sua mente:

- Quem eu sou?

- Para que eu sirvo?

- Onde está a verdade?

- Cadê Deus?

A alma estava tão atormentada que acabou sem ver uma pequena ribanceira. Caiu, torceu o pé e escutou algo quebrando.

Não era nenhum osso, mas o Jade que carregava pendurado em seu pescoço. O jade é a representação da pureza, confiança, respeito e entrega.

Sua queda não machucou apenas o pé, mas o amuleto que simbolizava toda a devoção de qualquer seguidor espiritual.

Com o pé machucado, acabou chegando numa fazenda onde foi recebido com cortesia, devido as vestes monásticas.

Lá ele recebeu uma sopa, um local para dormir e os cuidados com seu tornozelo.

Porém, como a noite esfriou e sua janela ficou aberta, não havia condição física para levantar no meio da noite para fechar, o monge amanheceu com muita febre e um pouco delirante.

Foi levado ao vilarejo para encontrar o médico, que pediu para que ficasse no hospital até melhorar da febre e do tornozelo.

Lá ele encontrou várias pessoas doentes, com dificuldades de locomoção e pessoas que estavam partindo da vida.

- O maior medo que eu tenho é morrer sem ninguém ao lado, disse um senhor do leito esquerdo.

- Não gostaria de ser como uma vela que se apaga e ninguém vê, disse o senhor do leito direito.

O monge ouvia aqueles senhores e já não se preocupava mais com ele próprio.

Assim que seu tornozelo melhorou, prometeu ficar ao lado daqueles que estavam partindo.

2 noites depois, vendo que chegava a hora de um deles, levantou-se e foi até o leito esquerdo, onde ficou em silêncio segurando a mão daquele senhor.

O ancião respirou fundo e abandonou calmamente o seu corpo, amparado pelo monge.

No dia seguinte, o mesmo aconteceu com o senhor do leito direito.

O monge permaneceu de mão dada até a partida daquele ancião.

Mesmo curado, passou a viver no único hospital da aldeia, onde passava os dias de mãos dadas com aqueles que estavam partindo da vida. Nada dizia, nada sentia, apenas presente no momento mais importante de todos.

Após dar as mãos para 37 pessoas, surgiu a vontade de rezar para aqueles que estavam juntos.

Retornou ao mosteiro e pediu para falar com o abade responsável.

Quando estava aqui, não sabia para que servia e meu espirito ficou desconfortável. Hoje sei que sirvo para acalmar e conduzir aqueles que se retiram da vida. Mas sou fraco sozinho e não consigo rezar. Poderia o senhor me ajudar?

Desejo que me forneça alguns monges para rezarmos juntos no hospital e prepararmos todo o ritual de partida.

O abade concordou e o pequeno mosteiro se abriu, servindo à comunidade local e conduzindo o amparo a todos que estavam em seus últimos dias.

3 meses depois, o monge já não se lembrava mais de sua saída e agia como um monge comum.

O abade disse ao monge: Vejo que você encontrou aquilo que estava buscando lá fora.

O monge sorriu e balançou a cabeça concordando.

O abade então deu-lhe um outro amuleto de jade, mas agora com uma gota de ouro no meio.

- Por que esse é diferente do que eu tinha? Perguntou o monge.

Aquele era para pureza, confiança, respeito e entrega, mas faltava aquilo que você foi buscar lá fora.

O ouro representa a fé. Esse é o seu novo amuleto, pois agora já não lhe falta mais nada.

Anos depois esse monge foi o sucessor do abade, que abandonou seu corpo de mãos dadas com o monge.

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